Belarmino Dourado
Acorda virgem, desenrola as tranças
Às brisas do abandono docemente...
Há tanto amor à luz das alvoradas!...
Exala tanto aroma a flor nascente!...
As horas vão tão breves quando uma alma
Vai noutra alma encontrar porções de vida
Palpitante de amor!
E a pálida açucena do regato
Na amena solidão tem mais encanto
Mais mimo, mais frescor!
Que doçura que tem o som que passa
Com as melodias do cantor alado!
Acorda! Vês? Já move suspirando
A brisa da manhã teu cortinado.
Vem, é linda a manhã; a sensitiva
Desperta docemente a luz serena
Do alvo amanhecer!
Maravilha de Deus, deixa o teu leito
Ah!! vem depressa que a ilusão me afaga
Ser nuncia do prazer.
Fonte: Almanack Litterario Alagoano das Senhoras- 1888 a 1889. (Poema de Belarmino Dourado-
Garanhuns-PE)
Foto: Pôr do Sol em Garanhuns de Elio Rocha.
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